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Em crescimento, cursos tecnólogos são opção acessível de graduação e entrada no mercado

Quero Bolsa | 11.06.2018 | 02:28

Ao escolher um curso de graduação em uma faculdade, o estudante precisa definir, também, qual será o tipo de formação que pretende seguir. Nesta hora, ele se depara com as duas opções tradicionais, bacharelado e licenciatura, e com o tecnólogo, modalidade de ensino superior que apresenta grande crescimento nos últimos anos.

Segundo os dados do Censo da Educação Superior, divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o número de alunos matriculados em cursos de graduação tecnológica cresceu 331% entre 2014 e 2016.

A alta também é constatada na busca por bolsas de estudo nesta modalidade: segundo levantamento da plataforma Quero Bolsa, entre 2016 e 2017 houve aumento de 165% na quantidade de descontos concedidos para ingressantes em cursos tecnólogos.

Qual é a diferença entre tecnólogo, bacharelado e licenciatura?

A principal diferença entre os três tipos de graduação é o perfil do egresso. O bacharelado prepara profissionais que desejam atuar ativamente em sua área (bacharel), enquanto a licenciatura forma pessoas que pretendem ensinar o seu ofício (licenciado). Já o curso tecnólogo forma profissionais que atendem diretamente às demandas do mercado de trabalho (tecnólogos).

A diferença de foco faz com que a graduação tecnológica seja considerada mais prática, o que a aproxima de boa parte dos estudantes. Outro atrativo pode ser a diferença no bolso: segundo o Quero Bolsa, as mensalidades destes cursos são, em média, 40% menores que as dos bacharelados.

Duração menor também ajuda

A grade curricular dos cursos superiores de tecnologia costuma ter dois anos de duração – normalmente, não ultrapassa quatro anos, tempo mínimo da formação nas outras graduações.

Além do fator econômico, com menor número de mensalidades e valores mais baixos, este quesito pode ajudar o estudante a entrar mais rapidamente no mercado de trabalho, o que é um dos maiores objetivos deste público, segundo pesquisa recente do Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo). A evolução profissional também pode ser acelerada, já que o egresso pode cursar pós-graduação e MBA.

Restrições ainda atrapalham

A modalidade, no entanto, também pode apresentar desvantagens.Apesar de o Ministério da Educação considerar os diplomas de bacharelado, licenciatura e tecnólogo igualmente válidos em território nacional – tanto em cursos presenciais quanto na educação a distância (EaD) -, as diferenças entre os cursos podem ser restritivas em alguns aspectos, como no caso de concursos públicos, que podem limitar a concorrência apenas para bacharéis e licenciados.

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